Olá, pessoal. Demorou, mas vou postar algo aqui.
Me chamo
Maurilio DNA (uma feliz coincidência de sobrenomes). Sou publicitário de formação, mas desisti da carreira após descobrir que, na grande maioria dos casos, os Diretores de Arte das agências são formados em Artes, ou design gráfico...
Essa grande decepção me levou a dar aulas. Nos idos de 1999, o mangá não tinha tanta força no mercado quanto hoje, e haviam até profissionais de quadrinhos nacionais que afirmavam ser uma onda passageira. Eu sempre gostei de desenhos japoneses e isso influenciou muito meu traço, me fazendo aceitar o desafio de ensinar o que eu sabia sobre esse estilo para quem sabia menos.
Durante a década de 80, os desenhos animados japoneses pipocavam eventualmente em nossas telas de TV.
Patrulha Estelar,
Macross (conhecido aqui como Robotech),
Zillion,
Pirata do Espaço eram o que embalavam minhas tardes, as vezes manhãs, na frente da TV. Claro que gostava de sucessos americanos, mas os "japas" me cativavam mais.
Na década de 90, vieram os
Cavaleiros do Zodíaco,
Peter Pan (passava na Xuxa) e os fansubers começaram a trazer séries novas. Nas bancas surgiam alguns poucos mangás, mas o que me chamou a atenção foram
Crying Freeman, escrito por Kazuo Koike
(o mesmo roteirista de Lobo Solitario) e
Mai, A Garota Sensitiva, escrito por Kazuya Kudo. Os dois desenhados pelo fantástico Ryoichi Ikegami. E também
AKIRA...
A obra máxima de Katsuhiro Otomo,
AKIRA, mexeu comigo e me fez pensar: "nossa, da pra desenhar assim". Fiquei fã incondicional e coleciono obras dele desde então, tendo até mesmo 2 versões de
AKIRA em quadrinhos, umas 3 do longa metragem de animação, fora outros trabalhos tanto para cinema e vídeo quanto para mangás. Seu traço influencia o meu até hoje, quase como um vício.
Assim, em 1992, decidi ser desenhista. Cursos e pesquisas me fizeram acreditar que a carreira publicitaria seria minha realização. E aconteceu o que eu contei acima.
Durante minha carreira de professor de mangá, muitas obras apareceram no mercado. A internet ampliou muito nosso contato com as publicações japonesas e seu vasto universo de estilos. Artistas como
Takehiko Inoue, Oh! Great e
Takeshi Obata chamaram muito minha atenção, me dando novos nortes para meu desenho.
Também produzi histórias, mas a grande maioria não ganhou as bancas ou livrarias. Apenas
O Cagüeta, escrita por Mario Mancuso e Alberto Pessoa, foi publicada na revista
FRONT Especial dos 100 anos da Imigração Japonesa no Brasil. Vocês podem ver minhas histórias no
Issuu.
No meio de todo esse caminho, através de um aluno, conheci
Initial D. Minha paixão por desenhar carros voltou e eu passei a fazer alguns desenhos, postando na minha
galeria do Deviant Art. Isso chamou a atenção do Alexandre, e começamos a conversar. Dai surgiu o TUNADO.
Para me ajudar no ponto que sou menos apto, recrutei meu então aluno
Victor Strang, com o qual já havia produzido o Sushiman, personagem dele. A parceria deu certo e agora estamos povoando as paginas da Ação Magazine.
TUNADO amadureceu junto com o sonho do Alexandre de fazer a Ação, e isso alimentou nosso sonho de desenhar e fazer mangás que falem com os leitores do nosso país, sem um patriotismo besta.
Em breve vocês poderão curtir uma história muito bacana e empolgante, e acelerar junto com nossos personagens, que serão apresentados em breve!
Até a próxima!